As Sete Dores de Maria
"O anjo do Senhor apareceu em sonhos a José e disse-lhe: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egipto; fica lá até que eu te avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar."
(Mateus 2, 13)
A segunda dor de Maria é marcada pela urgência e pelo medo. Mal havia dado à luz e celebrado a visita dos Magos, a Sagrada Família vê-se obrigada a abandonar a sua pátria. Maria experimenta a dor de ver o seu Filho perseguido antes mesmo de saber falar.
Imagine o coração da Mãe atravessando o deserto, enfrentando o calor, a sede e a incerteza do amanhã, tudo para proteger a vida dAquele que veio salvar o mundo. Maria torna-se, aqui, a padroeira de todos os refugiados, de todos os que são forçados a deixar os seus lares pela violência ou injustiça.
Nesta dor, Maria ensina-nos a **Prontidão**. Quando Deus pede um movimento, mesmo que difícil ou assustador, devemos confiar. O Egipto, que fora lugar de escravidão para o povo de Israel, torna-se agora lugar de refúgio para o Salvador. Deus transforma os nossos lugares de dor em lugares de salvação.