Um público estimado em mais de 100 mil fiéis, de acordo com dados da BM, participou neste domingo, em Cruz Alta, da 50ª Romaria de Nossa Senhora de Fátima, confirmando as expectativas dos organizadores da Romaria Jubilar.

Os romeiros, de todo o Estado e também de Santa Catarina e Paraná, começaram a chegar na cidade, ainda durante a madrugada, vindos de ônibus ou a pé. Todos querendo demonstrar a sua fé em Nossa Senhora.

De Ijuí, mais de 200 pessoas fizeram o trajeto de 40 Km a pé, para participar da maior festa religiosa da região e que, neste ano, teve um motivo a mais para ser comemorada – os 25 anos de Episcopado do Bispo Dom Jacó Hilgert.

Emocionado, Dom Jacó rezou durante todo o trajeto de aproximadamente 1 Km, agradecendo pela vida e pela unidade do povo católico. No altar, saudou a Virgem a Roma, quando o papa João Paulo II visualizou Cruz Alta no mapa do RS e disse: Cruz Alta, a terra do Monumento de Fátima. Em agradecimento, os romeiros aplaudiram.

No sermão, o bispo chamou a atenção dos governantes para a necessidade urgente de mudanças no tratamento com o povo e alertou: quem ainda não se convenceu da força da igreja, que faça o quanto antes.

Dom Jacó também conclamou os jovens a participarem da igreja, dizendo “não se omitam, porque o futuro pertence à juventude”.

O Vigário Geral, José Jungblut, durante a missa de saudação aos romeiros, no altar da Catedral do Divino Espírito Santo, de onde saiu a imagem da Santa para ser conduzida aos fiéis, lembrou as mortes nos ataques terroristas e pediu aos romeiros que refletissem: será que não estamos sendo terroristas também quando nos esquecemos de Deus e magoamos quem está ao nosso lado?

O advogado Humberto Ferreira da Silva teve um motivo especial para participar da romaria neste domingo. Ele também completou sua 50ª Romaria de Fátima, lembrando que, mesmo na época da ditadura de 64, quando foi transferido para a cidade, retornou para participar da procissão daquele ano. Impressionado com o número de romeiros, Humberto, que é baiano, acredita que a participação maior em torno da fé, é resultado, principalmente, dos tempos de crise e da atuação da Diocese de Cruz Alta, tendo à frente Dom Jacó, como batuta da fé cristã.

Festeiros

Um dos membros dos casais de festeiros, Joel Guedes relatou que neste ano, pode-se observar um movimento bem maior do que o de 2000. “À tarde, o fluxo de pessoas foi surpreendente e ficou além de nossas expectativas”.

Quanto a comercialização, ele disse que a demanda aumentou em 30%, tranquilamente.

Às 17:00 horas, nenhuma das tendas tinha mais produtos para vender. Foram comercializados alimentos, bebidas, calendários e demais lembranças religiosas. “Para se ter uma ideia, foram vendidas oito toneladas de churrasco, entre suínos, bovinos e frangos”.

As pessoas, diz ele, foram ao Monumento única e exclusivamente para rezar e pedir a Deus um pouco de paz e, por isso, não houve nenhum registro negativo”.

Fato Negativo

O empresário Romar Bastos, que esteve participando da Romaria, definiu como lamentável o fato de os romeiros não poderem sentar no gramado do Quartel ao lado do Monumento. “Devido ao forte calor, muitas pessoas estavam desmaiando e não podiam usar as sombras das árvores do quartel”. Para ele, o Exército também tem função social e deveria apoiar uma das maiores festas da região.

Ao contrário disso, por determinação do Comando, as pessoas eram obrigadas a descansar em outros locais. “Essa festa acontece uma vez por ano e não pode haver atitudes radicais e insensíveis como essa”.

Fontes:

Jornal Diário Serrano, 29 de agosto, 17 de outubro de 2001

Arquivo Mitra Diocesana – Histórico Diocesano – 2001

 

Livro de Visitas do Site da Romaria de Fátima

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Romaria de Fátima®

Página publicada em 27.07.2014

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