A Cruz Alta do Divino Espírito
Santo é a Cruz Alta de Nossa Senhora de Fátima, a Cruz Alta em festa jubilar.
Vivemos o ano do Jubileu de Ouro
da "Santinha" - Nossa Senhora de Fátima.
A religiosidade popular se
manifesta em todos os recantos desta cidade.
É a alma do povo desabrochando,
ritualizando, celebrando a vida.
É a alma simples do povo simples
que se alegra com a Mãe, que a contempla, que a visita, que recorre a ela nas
horas difíceis e alegres.
A "Santinha", como é
carinhosamente chamada pelo povo, é uma manifestação da simplicidade da devoção
a Nossa Senhora, uma forma de expor a sua alma, uma forma de confiança e de
entrega à Mãe, cujo símbolo se concretiza no Santuário Monumento de Fátima.
Anônimos, os rostos se
multiplicam, igualam-se, unem-se pela oração, pelo carinho para com a Mãe, cuja
proteção todos invocam.
Sem diferenças e sem privilégios
materiais, todos se reconhecem filhos que necessitam do aconchego do coração da
Mãe para acalentar os sonhos que necessitam do aconchego do coração da Mãe para
acalentar os sonhos, as esperanças, os sofrimentos, as queixas, as tristezas,
as alegrias.
Certamente a alma do povo, é
muito mais barulhenta, muito mais caótica e complexa. A alma do povo se multiplicou
e fica estampada nos rostos anônimos, no andar vagaroso ou apressado em direção
ao Monumento, como se todos quisessem subir a montanha em busca da serenidade,
do equilíbrio e da harmonia. Muitos, talvez queiram olhar além, abrir um
horizonte mais iluminado, mais promissor, mais humanizado, com mais esperança
de realizações.
Seria inútil perscrutar a
história nesses cinqüenta e quatro anos de devoção a Nossa Senhora de Fátima.
Ela se confunde em milhões de sonhos, esperanças e promessas de vida.