Iniciamos hoje a Semana Santa. Semana na qual celebramos a centralidade da nossa fé, que teve início na entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, ou seja, a subida de Jesus Cristo ao Monte Calvário, a Morte e a Ressurreição de Jesus Cristo para a nossa salvação; para nos resgatar das mãos do demônio e nos transferir para o mundo da luz, para a liberdade dos filhos de Deus. Jesus morreu na cruz para reconciliar o homem com o Pai. É a semana da nossa reconciliação com o Senhor, é a semana da vitória da vida sobre a morte, do pecado sobre a graça.
"Quando chegou a hora, Jesus pôs-se à mesa com os apóstolos e disse: 'Desejei ardentemente comer convosco esta ceia pascal, antes de padecer'" (Lc 22,14-16). Na Quinta-feira Santa, ao cair da tarde, começamos a Páscoa. É a Páscoa da Ceia! Tornamos presente o acontecimento com o qual o Senhor instituiu o memorial permanente de sua entrega. Corpo entregue e Sangue derramado, a dinâmica do amor definitivo que nos é dado cada vez que comungamos!
É o aniversário da Ceia Eucarística, celebrada desde a sua instituição até o fim dos tempos. "Isto é o meu Corpo, entregue por vós" e "Este é o Cálice do meu Sangue, da nova e eterna Aliança" são palavras ditas por um Sacerdote, e são a realização do Mistério que sustenta a feliz esperança no coração da Igreja e de cada fiel.
A Páscoa da Cruz é celebrada, na Sexta-feira Santa, não como um dia de trevas e tristeza, mas da infinita coragem e eterno amor com o qual o Senhor nos amou. De fato, "antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado a sua hora, hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim" (Jo 13,1).
Nós a celebramos com uma Liturgia bastante original, que começa com grande silêncio e prossegue com a proclamação da Palavra de Deus, culminando com a Leitura da Paixão segundo São João. Em seguida, a adoração da Cruz é um gesto carinhoso e humano, com o qual valorizamos a figura do Crucificado. Tudo culmina com a Sagrada Comunhão, pois o Senhor morreu uma só vez, sua morte foi gloriosa, Ele ressuscitou e está presente entre nós!
A Igreja, em sua sabedoria, convida todos os fiéis a se recolherem em meditação e oração durante o Sábado Santo. É tempo propício para ajuntar, em nossa cabeça e em nosso coração, todos os ensinamentos e as práticas de vida experimentadas na Quaresma. Na Sexta-feira Santa e neste Sábado, não se celebra a Eucaristia, para completar a vivência do Mistério Pascal na grande Vigília.
A Páscoa da Ressurreição é celebrada de sábado para domingo, na Vigília Pascal na Noite Santa, estendendo-se por todo o Domingo da Páscoa. A Liturgia da Luz começa com a entronização do Círio Pascal, símbolo do Cristo, Luz do Mundo, no qual serão acesas as velas dos fiéis. "Banhados em Cristo, somos uma nova criatura, as coisas antigas já se passaram. Somos nascidos de novo!"
O Círio Pascal é um dos elementos mais significativos das celebrações litúrgicas durante o Tempo Pascal, representando a luz de Cristo ressuscitado que dissipa as trevas do pecado e da morte.
Símbolos do Círio:
Devotos de Nossa Senhora de Fátima acompanham a Romaria de Fátima a partir de diversas regiões do Brasil e também de vários países do mundo.
“De muitas terras e nações, os romeiros se unem em oração.”